sábado, 10 de dezembro de 2011

III Domingo do Advento... Forma Extraordinária.


III Domingo do Advento
Fl 4, 4-7; Jo 1, 19-28.
“Alegrai-vos, que o Senhor está perto!”

Com a aproximação do Natal a Igreja deseja salientar a alegria que nos deve aquecer os corações perante a perspectiva do nascimento do Salvador. No decurso dessa semana evocará os Evangelhos da Anunciação e da Visitação – mistérios plenos de alegria.
São Paulo deriva alegria cristã da certeza da salvação que Jesus nos veio trazer. Quere-a de tal modo esfuziante, que nenhuma razão humana de inquietação ou tristeza possa jamais empaná-la, já que, doravante, a magnífica paz de Deus supera qualquer outro sentimento. Todavia, segundo o pensamento de São Paulo, esta vinda do Salvador não é já o seu nascimento em Belém, mas a sua segunda vinda. Com efeito, a grande alegria dos cristãos reside no fato de verem aproximar-se o dia em que o Senhor há de voltar glorioso, para introduzi-los a todos no Reino. E desta maneira, como eco do epílogo do Apocalipse de São João, vêm-se ajuntar aos apelos dos profetas, os VENI do Advento: “Vem, Senhor Jesus” – derradeiras palavras do Novo Testamento.
O Evangelho deste domingo, completando o do anterior, apresenta-nos o testemunho que São João Batista deu de Jesus. O Precursor apaga-se na presença do único que conta – o Messias.
Epístola (Fl 4, 4-7) – A certeza da salvação, que se avizinha, deve conferir aos cristãos, em face das contingencias deste mundo, uma paz e moderação, cuja nota dominante seja uma alegria profunda.
Evangelho (Jo 1, 19-28) – A expectativa do Messias tornara-se impaciente e João Batista teve de se defender do rumor que fazia crer [que ele era o messias]. Isso deu-lhe o ensejo de revelar às multidões o Cristo que ignoravam e desligá-las da sua pessoa para as conduzir a Ele.

[Missal Romano Quotidiano. Biblica Bruges, Belgium, 1965, pág. 17-19]

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